Atrasos nos pagamentos, mudanças de fechaduras e indicações para não se apresentarem ao trabalho levam os jornalistas do jornal O Primeiro de Janeiro a não acreditarem no desfecho feliz da situação que há muito se temia.
(…)Segundo o historiador José Tengarrinha, O Primeiro de Janeiro nasceu a 1 de Dezembro de 1868, no Porto. O seu aparecimento esteve ligado ao levantamento popular e reformista conhecido por “Janeirinha” contra o imposto de consumo e a reforma administrativa. Na década de 30 do século XX, conquistou o estatuto de um dos jornais mais importantes do país, a par do Diário de Notícias e do Século. In: JN
Deixo aqui a página que para mim foi a melhor de sempre publicada neste jornal

{ 2 comments… lê abaixo ouadiciona }
Susana 08.04.08 at 8:36 am
Mais uma vez, a corda rebenta no lado mais fraco. Não do lado dos dirigentes, e muito menos do lado dos chamados “gestores”, mas do lado daqueles que vestem a camisola e que a defendem com dignidade, muitas vezes à custa de sacrifícios pessoais. Más condições de trabalho, salários baixíssimos e atropelos aos seus direitos são o dia a dia destes profissionais. Mas mesmo assim, mantêm-se na profissão, vão atrás da notícia, tentam honrar o nome de um jornal cuja História se confunde com a História da cidade.
32 jornalistas despedidos (ao que parece, com salários em atraso), uma redacção completa dispensada e um Jornal que continua a ir para as bancas?!! Não sei se sou só eu, mas não parece um parece um pouco estranho? Ou será que agora os jornais também já se fazem sem jornalistas?
rui 08.04.08 at 9:47 am
Cara Susana quanto ao caso em concreto não tenho grandes informações a não ser uma leve conversa com um jornalista de um jornal desportivo que funciona nas mesmas instalações e o que vejo pelos restantes meios de comunicação social.
Mas quanto à sua afirmação “Ou será que agora os jornais também já se fazem sem jornalistas?” tenho uma pequena nota:
Pode ter a certeza que se fazem jornais sem jornalistas, alias grande parte da imprensa escrita e online que é lida tem pouco ou mesmo nenhum conteúdo próprio.
Por isso a cada vez maior influencia dos blogs na comunicação. A grande maioria dos jornais limitam-se a seguir os conteúdos uns dos outros.
Vivemos na era do copy paste (ou ctrl+c/ctrl+v para os preguiçosos) e cada vez são mais raros os casos de verdadeiro conteúdo jornalístico.