Sudoeste: Razorlight
Johnny Borrell é uma estrela. Por ser o vocalista, guitarrista e compositor dos Razorlight, sim, mas por mais do que isso. Porque, no seu íntimo, sempre soube que iria ser uma estrela. Andou muitos anos à procura da sua imagem, inspirando no espírito de Dylan ou Lennon, Bowie ou Dylan. No virar do século, fazia parte dos novos lobos que tomaram de assalto a cena rock britânica, pegando na tocha abandonada pelos britpoppers chefiados pelos Oasis. À frente do seu quarteto, Borrell notabilizou-se também pela acidez da língua e pela imensa capacidade de fazer inimigos no meio musical. Agora, quando vem o Festival Sudoeste TMN promover o segundo álbum do grupo, simplesmente intitulado “Razorlight”, é um homem mais calmo, mas sempre sabendo para onde quer levar a sua carreira. Os Razorlight trazem neste último álbum canções simples, directas, produzidas de forma incisiva e sem mariquices por um produtor que já trabalhou com os Sex Pistols. São temas que mostram a vida de Johnny, o homem-criança que se espanta e comove com os estranhos Estados da “America” ou com o que encontra, ou não, na sua cabeça e na sua cama na manhã seguinte, tudo explicado em “In the morning”. Exuberantes, dramáticos e sempre à beira do precipício, assim são os concertos desta estrela, Johnny Borrell.